domingo, 19 de março de 2017

PORTAL BRASIL-Carne Fraca: ministério interdita três frigoríficos e afasta 33 funcionários

Carne Fraca: ministério interdita três frigoríficos e afasta 33 funcionários

Fiscalização

Intervenções ocorreram no frigorífico da BRF de Mineiros (GO) e nas unidades da Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e em Curitiba (PR)
por Portal BrasilPublicado18/03/2017 12h55Última modificação18/03/2017 12h55
Carlos Silva/MapaSecretário-executivo da pasta Eumar Novacki ressaltou que as denúncias se referem a casos isolados
Secretário-executivo da pasta Eumar Novacki ressaltou que as denúncias se referem a casos isolados
Como resposta à Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17) pela Polícia Federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou três frigoríficos e afastou 33 servidores das suas funções. O anúncio foi feito pelo secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki. 
A operação investiga o pagamento de propina para obtenção de licenças sanitárias. O secretário observou que o corpo técnico do Mapa é altamente qualificado e que o sistema de inspeção federal é submetido a avaliações constantes, incluindo as de autoridades sanitárias estrangeiras por parte de 150 países importadores de carnes brasileiras.
"Não vamos tolerar desvios e atos de corrupção. Estamos tomando medidas enérgicas em relação a servidores e empresas e compartilhando informações com a Polícia Federal e com o Ministério Público", disse Novacki. A medida já havia sido antecipada ontem pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi.
Intervenções
As intervenções do Mapa ocorreram no frigorífico da BRF de Mineiros (GO), de abate de frangos, e nas unidades da Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e em Curitiba (PR), que produzem embutidos (mortadela e salsicha). Em relação aos servidores, estão sendo abertos processos administrativos.
“Cabe ressaltar que há processos que foram abertos já no passado, em fase de investigação, e que estamos dando todo o suporte à PF”, ressaltou o secretário. As primeiras denúncias do caso divulgado hoje ocorreram há quase sete anos e, há dois anos, foram iniciadas as investigações culminado com as prisões e conduções coercitivas”, acrescentou.
O secretário enfatizou que o Mapa não admite atos ilícitos e apoia integralmente quaisquer ações para os reprimir. Além de desenvolver ações próprias, assinalou, o Ministério da Agricultura tem parcerias com outros órgãos federais para fornecer dados, coletas oficiais de amostras, análises laboratoriais e resultados de ações fiscalizatórias.
Novacki ressaltou que as denúncias se referem a casos isolados e que o produto brasileiro tem reconhecimento no exterior. Ele lembrou ainda medidas adotadas no Mapa, desde que Blairo Maggi é ministro, como a portaria que impede a remoção de fiscais por parte de superintendentes regionais, sem motivação.
Em novembro do ano passado, Maggi publicou a Portaria 257/2016, que centralizou na Secretaria de Defesa Agropecuária e na Secretaria-Executiva essas remoções. O secretário afirmou ainda que, em dez meses foram abertos mais processos administrativos do que nos dois anos anteriores.

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